Terapia Hormonal da Menopausa

A terapia de reposição hormonal na menopausa (THM) tem sido objeto de grande discussão nas últimas décadas. Muitas mulheres ainda permanecem confusas quanto ao risco e aos benefícios da THM.

A THM atualmente é recomendada APENAS para o tratamento dos sintomas vasomotores (como os calorões). Não há a recomendação do uso para a prevenção de doenças cardiovasculares, da osteoporose, do envelhecimento ou para fins estéticos.

Uma vez diagnosticada a menopausa, descartadas outras patologias que podem mimetizar os sintomas clínicos e houver a indicação da THM, devem ser excluídas as contraindicações para o uso hormonal. Deve ser evitado o uso nas mulheres com história de câncer de mama, doença coronariana, evento tromboembólico prévio (trombose, embolias) ou acidente vascular cerebral (derrame).

A THM é realizada com a administração de estrogênio isolado ou em combinação com progesterona. Caso a mulher tenha realizado histerectomia (retirada do útero) não há a necessidade de fazer uso da progesterona. A escolha da dose do hormônio e da via de administração (comprimidos orais, adesivos ou gel de pele, implante subcutâneo) deverá ser individualizada.

Sempre deve ser optado pelos medicamentos seguros, evitando o uso de formulações que não tenham como comprovar a eficácia e a segurança. A duração da THM é ainda incerta e os dados atuais são inconsistentes para definir quando interromper o hormônio. A decisão de manter a reposição deve ser sempre individualizada.

A THM continua sendo a terapêutica de escolha para os sintomas da menopausa e sua segurança depende da boa indicação, monitorização e individualização.

Mulheres acima dos 60 anos de idade NÃO devem iniciar a THM. Mulheres de 50 a 59 anos ou com menos de 10 anos de menopausa representam o grupo com maior benefício e com menor risco de complicações.

Procure seu ENDOCRINOLOGISTA e converse com ele sobre a THM. Juntos vocês poderão avaliar se há a necessidade do uso do hormônio na pós-menopausa e qual é a melhor forma de fazê-la!

 

 

 

Por Dr. Marcelo Fernando Ronsoni

Médico Especialista em Endocrinologia e Metabologia em Florianópolis
Centro Catarinense de Endocrinologia e Metabologia

 

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