Meu filho come bem?

A alimentação dos filhos é um fator de preocupação para boa parte dos pais. É frequente aparecerem dúvidas: será que o que meu filho come bem? Ele não come nada. Ele come pouco. Ele parece magrinho. Ele não gosta de vários alimentos. Ele come demais. Ele só gosta de “besteiras”. Ele está sendo bem nutrido?

Muitos fatores precisam ser levados em consideração para responder estas perguntas. A condição de saúde da criança no momento (se está doente ou não), sua idade, a qualidade da alimentação (grupos alimentares), a quantidade ingerida de nutrientes, dentre outros. E, claro, se isto está se refletindo em uma criança saudável, com crescimento, ganho de peso e desenvolvimento adequados.

É frequente que a preocupação dos pais seja exagerada, e, apesar de parecer que seu filho come pouco, aquela quantidade está adequada para ele. Em outras situações precisa-se apenas de pequenos ajustes pra garantir uma boa nutrição. Mas existem casos em que realmente uma intervenção é necessária para que a criança não fique doente e deixe de alcançar todo seu potencial para crescer e se desenvolver.

Por isto é importante que a criança seja acompanhada por um profissional, que saiba seu histórico, a história familiar, que oriente a alimentação para cada idade e acompanhe o seu crescimento. Assim qualquer desvio da normalidade ou dificuldade pode ser corrigido mais precocemente, e as dúvidas sanadas, diminuindo a ansiedade da família.

Quanto mais cedo se inicia este acompanhamento melhor. Hoje se sabe que a nutrição é importante desde a gestação, pois a dieta materna pode ter consequências até na vida adulta do bebê, aumentando o risco de doenças ou prevenindo-as. Assim como a amamentação e a introdução da alimentação para os bebês são também momentos cruciais para manter hábitos saudáveis para sempre.

As diferentes fases da vida tem suas peculiaridades. Na criança pré-escolar e escolar a seletividade e a recusa a novos alimentos são comuns, e os pais precisam saber como lidar com a situação para prevenir quadros mais sérios. Nos adolescentes, a preferência por “fast food” e industrializados, a diminuição da ingesta de alimentos saudáveis, além do risco do aparecimento de transtornos alimentares requer atenção.

Por isto escolha o pediatra com cuidado e mantenha as consultas em dia para não haver surpresas em relação à saúde de seus filhos.

 

Luciana Hammes

Pediatra e Nutróloga

CRMSC 11393

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