Hipoglicemia em pessoas com diabetes

– O que é?

Hipoglicemia é definida como uma baixa concentração de glicose (“açúcar”) no sangue. A glicose é o principal combustível utilizado pelo nosso corpo para gerar energia, e o papel da insulina é levar a glicose da corrente sanguínea para dentro das células. Em situações normais, a cada momento o organismo produz a quantidade certa de insulina de acordo com a alimentação e a atividade do indivíduo, para manter os níveis de glicose no sangue dentro da faixa normal (nem muito altos, nem muito baixos).

Pessoas com diabetes às vezes não conseguem produzir insulina, ou produzem quantidades insuficientes, necessitando aplicar insulina ou tomar medicamentos que aumentem a sua produção pelo próprio organismo (como a glibenclamida, a glimepirida ou a gliclazida), em doses geralmente pré-estabelecidas.

O objetivo do tratamento do diabetes é manter a glicose continuamente em níveis normais, mas nem sempre isto é possível, por variações diárias na alimentação, atividade física e outros fatores. Portanto, é comum que pacientes diabéticos em uso de insulina ou um destes medicamentos tenham eventuais episódios de hipoglicemia. É difícil estabelecer um número exato como ponto de corte para se definir a hipoglicemia, porque o nível que leva ao surgimento de sintomas pode variar de acordo com a situação. Mas para fins práticos, a Associação Americana de Diabetes sugere que o paciente deva ficar atento sempre que a glicemia (exame da ponta do dedo ou HGT) estiver menor ou igual a 70 mg/dL.

– Como reconhecer?

Os sintomas mais comuns são tremores, suor, palidez, fraqueza, palpitações, sensação de fome, nervosismo, confusão mental, podendo chegar até a convulsão e coma. É importante que sejam tomadas medidas assim que os primeiros sintomas sejam percebidos, para evitar que o quadro se agrave.

– O que fazer?

Se apresentar sintomas, mesmo que não seja possível confirmar por meio do teste de ponta de dedo, o paciente deve ingerir preferencialmente 15 a 20 g de carboidrato de absorção rápida (como 3 a 5 balas ou pastilhas de glicose, ou 150 ml de suco de laranja, ou água com meia colher de sopa de açúcar). Evitar alimentos que contenham muita gordura, proteína ou fibras, porque estes serão absorvidos mais lentamente (por exemplo, chocolate). Quando houver melhora dos sintomas, alimentar-se normalmente para evitar que voltem.

As pessoas que convivem com portadores de diabetes também devem ter conhecimento sobre o que fazer em situações de hipoglicemia, porque o paciente necessitará de ajuda de terceiros se estiver confuso ou inconsciente. Quando não há condições de ingestão via oral, não devemos forçar ou colocar alimentos ou líquidos na boca do indivíduo, pois estes podem ser aspirados e provocar obstrução das vias aéreas ou chegar aos pulmões. Nestes casos, pode-se usar uma medicação chamada glucagon, aplicada por via intramuscular ou subcutânea (da mesma forma que a aplicação de insulina). Se esta não estiver disponível, o paciente deve ser imediatamente levado a um serviço de emergência para receber glicose via intravenosa.

Como prevenir?

Não pular refeições, manter uma certa regularidade quanto aos horários das refeições e tipo/quantidade de alimentos em cada refeição, fazer um lanche antes de praticar atividades físicas (dependendo da intensidade e duração do exercício, pode ser necessário reduzir a dose de insulina). Se os episódios de hipoglicemia forem frequentes, é preciso reavaliar as doses das medicações em uso. Isto deve ser feito em consulta médica, considerando-se as particularidades de cada caso.

 

 

 

Dra. Simone van de Sande Lee
Doutora em Clínica Médica pela UNICAMP
Médica Especialista em Endocrinologia e Metabologia
Prof. Endocrinologia – UFSC

4 respostas
  1. Jennifer
    Jennifer says:

    / eu tenho uma filha de 2 anos e he1 um ano atras tivemos que pasasr pela UTI para sabermos que a minha pequena princesa tinha diabetes tipo 1. De le1 pra ce1 je1 passamos por diversos me9dicos, je1 fui ate9 a UNICAMP, passei noites em claro pesquisando a doene7a e suas possedveis curas, e depois de tudo isso pude chegar a uma concluse3o: a cura je1 existe. o que falta? se3o duas: incentivo financeiro e mascaramento da indfastria farmaceautica, sabem porque? porque ne3o e9 uma doene7a visivelmente dolorosa, sf3 quem tem ou convive sabe do que ela e9 capaz. O governo este1 muito tranquilo ou acomodado, ne3o sei bem o que cabe nesse comente1rio, je1 acham que e9 muito disponibilizar a medicae7e3o gratuita( que na verdade ne3o se3o para todos, eu por exemplo, NUNCA consegui uma ampola ou que seja uma dose de insulina para minha filha) o chamado tratamento, em que utilizamos insulina, mas nf3s pais, irme3os, avf3s, parentes, amigos e diabe9ticos ne3o queremos uma ALTERNATIVA como sugere o tratamento, mas sim a SOLUc7c3O, a CURA. quanto ao mascaramento da indfastria farmaceautica, isso sem dfavida existe, o faturamento desses laboratf3rios que produzem a insulina e absurdo, entendendo que a diabetes tipo 1 e9 uma doene7a que precisa da medicae7e3o para a vida inteira e cada dia mais. Minha filha, por exemplo comee7ou tomando 4 unidades da insulina de longa durae7e3o e agora apenas 1 ano depois ela toma o dobro. Hoje com insulina, agulhas e tudo mais de medicae7e3o, sem contar a alimentae7e3o( que tambe9m e9 muito acima da realidade brasileira), gasto cerca de 300 reais por meas. vamos multiplicar isso para por aproximadamente(De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes e as Associae7f5es de Pacientes o nfamero aproximado este1 entre 12 a 15 milhf5es de pessoas diabe9ticas sendo que 10% seriam do Tipo 1.) Entenderam porque temos que nos unir URGENTE? MEU EMAIL c9 Gostei deste comente1rio ou ne3o: 3

    Responder
    • Simone Van de Sande Lee
      Simone Van de Sande Lee says:

      Prezada Jennifer,
      Sabemos o quanto o diabetes tipo 1 é uma doença difícil e entendemos a sua preocupação. Sem dúvida, todos buscamos a melhor solução e o ideal seria a cura da doença. Diversas pesquisas estão em andamento, realizadas não somente por laboratórios farmacêuticos, mas também por entidades independentes em todo o mundo. Muitos avanços ocorreram, mas trata-se de uma doença extremamente complexa, por isso a busca pela cura não é um processo fácil. Enquanto isto não ocorre, precisamos sim nos unir para buscar melhorias no acesso ao tratamento de qualidade para todos os pacientes.
      Atenciosamente,
      Equipe do CCEM

      Responder
      • Rick
        Rick says:

        marcos / Bom vou contar que nunca cerohi tanto na minha vida; minha filha virou diabetica do tipo 1 quando tinha quatro anos so de lebrar me da arripiu.Lendo estes comentarios fico muito triste, mais tambem feliz, pois sei que nao estou sozinho neste pesadelo e sei que logo logo vamos acordar dele. Minha filha hoje tem 9 anos e ja esta usando o pamp um aparelho que parece um pager e manda insulina nela sem pricizar usar mais aquelas centenas de seringas que mensualmente tenho sorte de viver em um pais de primeiro mundo(USA), gracas a deus aqui so pago 32 dolares ao mes e minha filha tem tudo de graca, desde de os pacotinhos de alcool ate insulina e agora o PAMP, e so me sinto orgulhoso de ser Brasileiro quando se trata de futebol,porque esses governantes sao todos ladroes nao tem nada que eles nao encontram uma maneira de disviar o dinheiro e uma vergonha e o pior que a lei diz que eles nao podem ir para a cadeia. Pesso a todos que pensem positivo e cuidem muitos de seus filhos e jovens tenham esperanca e se cuidem e saibam que Deus escolheu voces porque ele sabe o que faz voces tem o poder de tocar a alma de muitos,e maes e pais saibam que fomos escolhidos porque temos um coracao enorme e amamos nossos filhos cada vez mais e nunca os abandonaremos. Sorte a todos e pensamento positivo !!!Gostei deste comente1rio ou ne3o: 22

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